SINDUSCARNE estima alta no mercado em 2010

Posted by Tropeira (tropeira) on 26/01/2010 at 12:32
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As expectativas do segmento de carnes para 2010 são positivas e serão influenciadas, principalmente, pela retomada do mercado internacional. Na avaliação do vice-presidente do Sindicato Intermunicipal da Indstria de Carnes e Derivados de Minas Gerais (Sinduscarne), Cássio Braga, as indústrias mineiras conseguiram igualar o faturamento obtido em 2008.

O aumento do consumo no mercado interno e do volume das exportações foi essencial para reduzir as perdas do setor. A retomada do crescimento é esperada para os próximos seis meses.

O principal impacto negativo foi sentido nos preços das carnes no mercado interno e externo. Devido à crise financeira houve aumento significativo dos volumes embarcados, porém foi registrada retração nos valores das exportações de carnes e derivados, isso devido aos contratos serem fechados em dólar.

De acordo com Braga, com a queda nos valores dos embarques, algumas indústrias deixaram de comercializar com o exterior. O que provocou superabastecimento do mercado interno e, conseqüentemente, a desvalorização dos produtos.

De acordo com os dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), as exportações de carne entre janeiro e novembro somaram cerca de US$ 599 milhões, cerca de 3% abaixo da receita gerada em igual período do ano passado. Em relação ao volume, houve aumento de 16,8% nas vendas, com os embarques chegando a 285 mil toneladas.


Destinos - As carnes suínas tiveram aumento de 66% no valor exportado, enquanto o volume cresceu 89% a mais que o embarcado em igual período do ano anterior. Em relação às carnes bovinas houve uma redução de 4,8% nos valores exportados e um crescimento de 14,6% no volume enviado ao exterior. Os principais destinos das exportações mineiras de carnes (bovinas, suínas e de aves) são a Rússia, Hong Kong e Holanda.

O Estado conta com 22,5 milhões de cabeças de gado, sendo o segundo maior rebanho bovino do país. Em relação às fazendas aptas a fornecerem animais para os frigoríficos exportadores para a União Europeia, Minas Gerais é o maior Estado, contando com 632 propriedades certificadas, respondendo por 35% das fazendas aptas no país.

O setor de carnes na Região Metropolitana de Belo Horizonte gera cerca de 5 mil empregos diretos. O segmento é composto por aproximadamente 40 empresas, sendo a maioria de porte médio.

Um dos grandes entraves atuais é a guerra fiscal estabelecida com São Paulo. De acordo com Braga, o governo do Estado vizinho criou várias medidas para que as empresas do setor ganhassem competitividade no mercado.


Guerra fiscal - Desde agosto, o Estado de São Paulo reduziu o Imposto sobre Circulação Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de 7% para zero o que beneficiou os setores industriais, atacadistas e empresas de varej de carnes bovina, suína, de aves e outras produzidas naquele estado.

"O governo de Minas precisa criar incentivos para atrair e desenvolver as empresas locais. Uma das principais modificações deveria ser feita na cobrança do ICMS, que diante da política adotada em São Paulo retirou a competitividade do setor de carnes no Estado. Com os incentivos do governo vizinho, muitos empresários deixaram de investir em Minas e deram preferência a São Paulo. A perda é geral interferindo desde a arrecadação estadual até à geração de empregos", disse.

Outro empecilho é a alta rotatividade da mão de obra, o que aumenta os custos da indústria da carne, que necessita de maiores investimentos em capacitação.

Fonte: Diário do Comércio, 04 de janeiro de 2009

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