A história das lingüiças em Minas Gerais remonta ao tempo do império, quando o suprimento dos insumos necessários para a exploração do ouro e pedras preciosas, atividade economicamente preponderante à época da colonização, era feito principalmente pelos Tropeiros, oriundos da região sul.
Dos Tropeiros herdamos receitas como o feijão Tropeiro, o arroz de carreteiro, a farofa, o mexido, entre outras delícias. Comidas práticas e saborosas preparadas de forma rápida durante as paradas para o descanso da tropa. Além da influência germânica dos Tropeiros, a culinária mineira contou também com a valiosa contribuição portuguesa, italiana e africana, povos que formaram a base da população que fixou-se nas Minas Gerais.

Nas cozinhas das fazendas de Minas foram produzidas as primeiras conservas de carnes e embutidos da região. Associou-se à técnica milenar dos portugueses, italianos e alemães, o tempero africano. Além disso, os embutidos e as conservas receberam influências culturais e sofreram adaptações em função do clima da região. Surgiram daí iguarias como lingüiça de faca, chouriço, presunto colonial, toucinho defumado, torresmo, carnes salgadas, curadas, defumadas ou fritas e conservadas em banha. Dentre esses produtos o que mais se popularizou e sintetiza bem esse encontro de culturas é a lingüiça de faca.
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